O ano começou e você está com um super desafio, aceitou o chamado para ser conselheiro(a) do clube de aventureiros. E agora? O que fazer? Relaxe, nesse post explicamos os deveres e instranferíveis, características e muito mais dessa função tão especial no clube!
A Diretoria do Clube treina e escolhe os Conselheiros, atribuindo-lhes a liderança de uma Unidade. Cada uma destas Unidades é composta de meninos e meninas, pertencentes a determinada faixa etária. Essa é uma característica distintiva da Unidade de Aventureiros: meninos e meninas, da mesma idade, participam juntos, das atividades desenvolvidas. Se uma Unidade fica superlotada, com mais de 8 a 10 membros, deve-se dividi-la, formando duas novas Unidades, desvinculadas entre si. (Um adulto, sozinho, não consegue dar atenção apropriada a tantas crianças.) Se não há alguém treinado para assumir a nova Unidade, um membro da Diretoria pode cuidar dela, enquanto se treina um adulto para dirigi-la. A Unidade pode, também, ser separada só internamente – uma dupla de Conselheiros a dirige, em conjunto. Neste arranjo, alternativo, os Conselheiros podem dividir o trabalho, ficando cada um com uma parte da Unidade, conforme o grau de dificuldade da atividade em execução. Qualquer que seja o modelo utilizado, ao subdividir uma faixa etária, lembre-se de:
• Agrupar amigos, especialmente quando as famílias deles já mantém um relacionamento extraClube;
• Agrupar as crianças pelo grau de facilidade demonstrado, assim ninguém vai ficar “para trás”, nas atividades desenvolvidas, ou deslocado do contexto geral;
• Agrupar irmãos e parentes (no caso de idades semelhantes), especialmente por causa das atividades que envolvem gastos, assessoria doméstica, viagens, horários especiais, etc.;
Você deve ter notado que nossas primeiras palavras, ao apresentar este cargo, seguem uma ordem estranha: primeiro treinar, depois escolher.
O treinamento deve estar disponível a todos que tiverem interesse em aprender o necessário para trabalhar com Unidades. Isso não significa que todos os que recebem tal treinamento estarão habilitados para o cargo mais importante do Clube. O trabalho que o Conselheiro faz é vital para o desenvolvimento do programa, o ensino do currículo, o envolvimento dos pais e o crescimento das crianças. É na Unidade que os meninos e meninas se tornam melhores a cada reunião. Por tudo isso, escolher os Conselheiros é uma das decisões mais importantes da Diretoria – estes nomes vão ser apresentados à Comissão Administrativa da igreja local como sendo as pessoas mais habilitadas para conviver com os Aventureiros, nas várias situações que se apresentam dentro do programa. Eles devem ter pelo menos 18 anos e serem membros batizados da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Treinar os Conselheiros, testá-los em trabalhos práticos, acompanhá-los em tarefas específicas, analisar seu desempenho, sua disposição e sua facilidade de intercâmbio com as crianças, dará à Diretoria os subsídios necessários para depositar confiança nestes preciosos auxiliares, que é sua prerrogativa escolher.
Os Conselheiros trabalham em duas frentes, simultaneamente:
1. Organizar a vida interna da Unidade, como grupo social
O Conselheiro é o centro de atração que agrupará todos os membros ao redor de si, por isso deve ter personalidade agradável e compreender o modo como as crianças “funcionam”, dentro da faixa etária com a qual esteja trabalhando. Não é uma tarefa fácil, pois há inúmeras variáveis que vão mudando ao longo do tempo e, com certeza, as crianças dos nossos dias são bem diferentes das que havia na época em que os Conselheiros foram, eles próprios, criancinhas em desenvolvimento. Qualquer adulto, não importa o cargo que ocupe no Clube, precisará dedicar tempo ao estudo e à observação, para compreender em que contexto vivem as crianças de hoje em dia. Claro que ter sido criança (e lembrar-se daquele tempo) ajuda muito, mas certamente não será suficiente. Outro tema que não pode, jamais, ser deixado de lado é a compreensão de como “funcionam” os pais, em geral, e a família de cada criança, em particular. As crianças são um produto do lar em que vivem. Sem conhecer esta parte, importantíssima, da vida da criança, nenhum adulto poderia encontrar o melhor caminho para os coraçõezinhos sob sua guarda. Além disso, cada família tem suas próprias regras internas, seus comportamentos-padrão, suas peculiaridades,
seus exemplos modelares. Sem compreender o ponto de origem de cada criança, o Conselheiro poderia estar tentando modificar uma característica muito valorizada pela família do Aventureiro ou ensinar, no sábado ou domingo, algum conhecimento ou habilidade que os pais desestimulam durante os outros cinco ou seis dias da semana. Como o Clube de Aventureiros é uma parceria entre pais e líderes, visando aprimorar a criança, é desejável que esta parceria trabalhe na mesma direção, afinada com os mesmos propósitos, confirmando uns o trabalho
dos outros. Isso só é possível se existir uma amizade entre o Conselheiro e os pais de cada menino e menina. Esta é outra boa razão para termos não mais do que oito crianças em cada Unidade. O Conselheiro não poderia tornar-se amigo de tanta gente e ainda executar seu trabalho principal a contento. Assim como as crianças, entre si, os pais dos Aventureiros também se tornam amigos graças à ação do Conselheiro que cuida de seus filhos. O Conselheiro é uma espécie de “cola” que os une e integra. Deste ponto de vista, os pais dos Aventureiros também são membros “honorários” de sua Unidade. Uma oportunidade muito boa para alicerçar a união do Conselheiro com os pais é a sua participação em algumas das atividades da Rede Familiar.
2. Ensinar a Classe, destinada à faixa etária de seus Aventureiros
Sob a coordenação do Instrutor Geral, o Conselheiro desenvolve o ensino teórico, as experiências práticas e o cumprimento dos requisitos que habilitarão os Aventureiros para serem investidos em suas respectivas Classes. Para ter êxito neste trabalho, o Conselheiro deve entender como as crianças aprendem, naquela idade específica, e aplicar os conhecimentos mais avançados que possua, em termos de didática. Para isso, novo esforço de desenvolvimento pessoal é exigido dele. Por isso, treinar o Conselheiro antes de escolher que Unidade ele vai dirigir é fundamental. Se alguém, muito dedicado, ainda não reúne as habilidades necessárias, pode atuar como instrutor de uma parte do Currículo, Especialidade ou Classe, até reunir bagagem suficiente para assumir tal encargo. Nunca desanime uma pessoa que deseja ser Conselheiro – treine-a, pois você poderá precisar dela, logo, logo. Ter muitos candidatos a Conselheiro é a única maneira adequada de o Clube de Aventureiros crescer quantitativamente. Se você deseja ter mais Unidades para abrigar mais crianças, precisará ter mais Conselheiros
para dirigir estas Unidades adicionais. Nunca se iluda com a idéia de que primeiro se chama as crianças para depois compor as Unidades e escolher os Conselheiros. O que se deve fazer é justamente o contrário. Primeiro se treina candidatos a Conselheiros, depois se testa os candidatos, depois se escolhe quais deles estão habilitados para o trabalho, então se disponibiliza o número de vagas que estes Conselheiros treinados podem coordenar adequadamente. Se há muitas crianças e poucos Conselheiros, o mesmo princípio é válido: primeiro se convoca adultos para serem treinados, testados, aprovados e escolhidos, depois se convida o número de crianças que pode ser atendido por eles. Fazer diferente disso é conspirar contra seu próprio trabalho. Como instrutor de uma Classe, o Conselheiro deve dominar as habilidades e conhecimentos que vai passar para as crianças. Se ele não os domina, deve buscar aprender particularmente, ao menos o básico, antes de convidar um instrutor para ensinar à sua Unidade. Fazendo assim, ele será o auxiliar natural do instrutor convidado, enquanto aprende junto com as crianças.Outra tarefa vital, desempenhada pelos Conselheiros é o exemplo. Sendo eles os líderes mais próximos das crianças, imprimirão sua marca na vida de todas elas, mesmo que não se apercebam disso. O liderado é, sempre, reflexo do líder. Não há argumento mais forte do que o exemplo. As pessoas (crianças inclusive) estão atentas não ao que você diz, mas às suas atitudes e comportamento. Não são suas palavras que elas copiam – são suas ações. O Conselheiro desejará levar meninos e meninas a uma experiência enriquecedora com Jesus. Isso será impossível se a sua própria experiência devocional não for igualmente rica. O Conselheiro desejará interessá-los na compaixão e serviço aos necessitados, mas conseguirá pouco (ou nenhum) êxito se ele mesmo não demonstra estas virtudes, em ações de amor e caridade para com o próximo. O mesmo acontece com o ensino das Classes e Especialidades: se o próprio Conselheiro não se interessa em progredir sempre, cumprindo seus próprios requisitos para as Classes de Liderança, participando em cursos promovidos pela Associação/Missão, dedicando-se à leitura e ao treinamento pessoal, como poderá cativar a atenção das crianças para o desenvolvimento de suas Classes e Especialidades? Os meninos e meninas crescem à imagem e semelhança daquilo que vêem nas pessoas que admiram. Que responsabilidade pesa sobre os ombros do Conselheiro! Ainda no tocante a Classes e Especialidades, um programa muito importante, administrado pela Rede Familiar em parceria com os Conselheiros de Unidade, é o “Aventureiro do Ano”. A aprovação do Conselheiro é determinante para a concessão desta honraria, pois é ele que acompanha o tipo de apoio que o pai e a mãe de cada Aventureiro oferece em casa. O Conselheiro deve recomendar, sempre, ao menos um pai ou mãe de sua Unidade, para receber o distintivo de “Aventureiro do Ano”, mesmo que ele só tenha se destacado um pouquinho mais do que a maioria dos outros pais. Isso honra o mérito de quem o tenha e desafia os demais a tentarem melhorar.
Há critérios explícitos e implícitos para escolher os “Aventureiros do Ano”, em cada Unidade. Alguns são de conhecimento dos pais, outros não. É assim que deve ser. Não divulgue todos os motivos do processo de escolha do “Aventureiro do Ano”, pois uma parte dele se baseará em opiniões ao invés de simples fatos. Se acontecer de todos os (ou a maioria dos) pais estarem realmente acima da média, recomende todos para receberem o distintivo de “Aventureiro do Ano” – não há necessidade de “economizar”. Apenas tenha certeza de que está premiando esforços honestos e o mérito, que as pessoas realmente têm, no trabalho desenvolvido. Não é a grande quantidade de distintivos entregues que diminui a importância de uma honraria mas, sim, a má qualidade dos premiados. Ainda assim, o que é raro sempre é mais valorizado, por isso seja exigente. O Conselheiro de Unidade deve auxiliar os pais que desejem ardorosamente conquistar o distintivo de “Aventureiro do ano”, para si e para seu filho. Indique as tarefas a realizar e os caminhos a trilhar para atingirem este alvo. Depois de ter-lhes dado toda a assessoria possível, o Conselheiro poderá contabilizar (mais importante do que tudo) a amizade destes pais.
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